5 de novembro de 2018

ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio 04/11/2018

Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?”.
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo; Abril cultural, 1984.

A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo de reflexão filosófica sobre a alternativa:
Essência da ética cristã.
Natureza universal da tradição.
Certezas inabaláveis da experiência.
Abrangência da compreensão humana.
Resolução:
Para Agostinho, há uma oposição entre a eternidade e temporalidade. A eternidade é divina e não tem limites, enquanto a temporalidade é dimensional, situada entre o nascimento e a morte do indivíduo.
No texto, Agostinho trata da inabilidade humana de compreender a eternidade.

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