9 de julho de 2011

Dia da Revolução Constitucionalista de 1932

9 de Julho
Dia da Revolução Constitucionalista de 1932
A Revolução Constitucionalista de 32 foi o maior confronto militar no Brasil no século XX. A guerra se espalhou por diversas cidades do interior do Estado de São Paulo, principalmente, Campinas. Durou de 9 de julho a 2 de outubro de 1932.
Os paulistas pressionados e encurralados após 830 mortes se rendem.
Apesar da derrota paulista em sua luta por uma constituição, dois anos depois da revolução, em 1934, uma assembleia eleita pelo povo promulga a nova Constituição, onde pela primeira vez a mulher pode votar em eleições nacionais.
O feriado estadual (desde 1997) existe para preservação da memória e dos ideais de 1932.
Monumento aos Heróis da
Revolução Constitucionalista de 1932
no Cemitério da Saudade, em Campinas.
Bandeira da minha terra,
Bandeira das treze listas:
São treze lanças de guerra
Cercando o chão dos paulistas!

Prece alternada, responso
Entre a cor branca e a cor preta:
Velas de Martim Afonso,
Sotaina do Padre Anchieta!

Bandeira de Bandeirantes,
Branca e rôta de tal sorte,
Que entre os rasgões tremulantes,
Mostrou as sombras da morte.

Riscos negros sobre a prata:
São como o rastro sombrio,
Que na água deixara a chata
Das Monções subido o rio.

Página branca pautada
Por Deus numa hora suprema,
Para que, um dia, uma espada
Sobre ela escrevesse um poema:

Poema do nosso orgulho
(Eu vibro quando me lembro)
Que vai de nove de julho
A vinte e oito de setembro!

Mapa da pátria guerreira
Traçado pela vitória:
Cada lista é uma trincheira;
Cada trincheira é uma glória!

Tiras retas, firmes: quando
O inimigo surge à frente,
São barras de aço guardando
Nossa terra e nossa gente.

São os dois rápidos brilhos
Do trem de ferro que passa:
Faixa negra dos seus trilhos
Faixa branca da fumaça.

Fuligem das oficinas;
Cal que das cidades empoa;
Fumo negro das usinas
Estirado na garoa!

Linhas que avançam; há nelas,
Correndo num mesmo fito,
O impulso das paralelas
Que procuram o infinito.

Desfile de operários;
É o cafezal alinhado;
São filas de voluntários;
São sulcos do nosso arado!

Bandeira que é o nosso espelho!
Bandeira que é a nossa pista!
Que traz, no topo vermelho,
O Coração do Paulista!

Guilherme de Almeida (1860-1969)

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