27 de julho de 2008

Guerra é mosntro

Guernica - Picasso (1881-1973)
“É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e, quanto mais come e consome, tanto menos se farta. É a guerra aquela tempestade terrestre que leva os campos, as casas, as vilas, os castelos, as cidades, e talvez em um momento sorve os reinos e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades em que não há mal nenhum que ou se não padeça, ou se não tema, nem bem que seja próprio e seguro: — o pai não tem seguro o filho; o rico não tem segura a fazenda; o pobre não tem seguro o seu suor; o nobre não tem segura a honra; o eclesiástico não tem segura a imunidade; o religioso não tem segura a sua cela; e até Deus, nos templos e nos sacrários, não está seguro”.
Padre António Vieira, Sermão Histórico e Panegírico.

Um comentário:

Ricardo disse...

Vc se lembra, claro, do lema da Revolução Francesa: liberdade, igualdade, fraternidade.
Liberdade deu origem a esse capitalismo avassalador e desigual que temos hoje.
Igualdade deu origens a regimes monstruosos.
E a fraternidade? essa prima pobre, que nunca ninguem tentou?
Aliás, acho que aquela trilogia de filmes é bem sintomática: a liberdade é azul, mas ninguem consegue ser livre; a igualdade é branca, uma utopia... e a fraternidade é vermelha, está cheia de sangue...