29 de janeiro de 2019

Os 10 maiores ditadores do mundo antigo

1. Genghis Khan (1162-1227)
Foi um guerreiro e político mongol que expandiu seu território da Ásia até a Europa.
A lenda fez do soberano o próprio sinônimo do déspota sanguinário, assassino impiedoso, mas que deve ser lembrado também pela proeza de unificar os mongóis.
Genghis Khan sentia-se como executor de uma missão divina "Um único sol no céu, um único soberano na terra", costumava dizer sobre si mesmo.
Transformou a força militar dos mongóis num verdadeiro exército nacional. Reuniu os códigos de leis das diferentes tribos numa só constituição.
Genghis Khan foi o maior governante do seu tempo e controlou um território onde coexistiam diferentes etnias e religiões. Tornou-se o único senhor de um império que se estendeu da China ao Golfo Pérsico, dos desertos gelados da Sibéria às florestas indianas.
No entanto, durante suas campanhas militares matou milhões de muçulmanos, cristãos e budistas.

Conquistas Militares

2. Alexandre, o Grande (356-323 a.C.)
Alexandre - Estátua nos Museus Arqueológicos de Istambul

Alexandre, conquistador do Império Persa, foi um dos mais importantes militares do mundo antigo.
Na sua infância teve como tutor Aristóteles, que ensinou-lhe retórica e literatura, e estimulou seu interesse pelas ciências, medicina e filosofia.
Alexandre destacou-se pelo brilhantismo tático e pela rapidez com que atravessava grandes territórios. Ainda que valente e generoso, era cruel quando a situação política assim o exigia. Cometeu alguns atos dos quais se arrependeu, como o assassinato de seu amigo Clito em um momento de embriaguez. Como político e dirigente, teve planos grandiosos. Segundo alguns historiadores, elaborou um projeto de unificar o Oriente e o Ocidente em um império mundial.
Acredita-se que cerca de 30 mil jovens persas foram educados na cultura grega e em táticas militares macedônicas, sendo aceitos no exército de Alexandre. Ele também adotou costumes persas e casou com mulheres orientais: Estatira ou Stateira, filha mais velha de Dario, e com Roxana, filha do sátrapa Bactriana Oxiartes. Além disso, subornou seus oficiais para que aceitassem mulheres persas como esposas.
Alexandre ordenou que após sua morte, as cidades gregas lhe adorassem como um deus. Ainda que provavelmente tenha dado a ordem por razões políticas, segundo sua própria opinião e a de alguns contemporâneos, ele se considerava de origem divina.
Para unificar suas conquistas, Alexandre fundou várias cidades ao longo de seus territórios, muitas das quais se chamaram Alexandria em sua homenagem. Essas cidades eram bem situadas, bem pavimentadas e contavam com bom serviço de abastecimento de água. Eram autônomas, mas sujeitas aos editos do rei. Os veteranos gregos de seu exército, bem como os soldados jovens, negociantes, comerciantes e eruditos, se instalaram nelas, levando consigo a cultura e a língua gregas. Assim, Alexandre estendeu amplamente a influência da civilização grega e preparou o caminho para os reinos do período helenístico e para a posterior expansão de Roma.
Por ter morrido ainda jovem e sem derrotas, muito se especula sobre o que teria acontecido se tivesse vivido mais tempo. Se tivesse conduzido suas forças numa invasão das terras a oeste do Mediterrâneo, provavelmente teria alcançado sucesso, e, nesse caso, toda a história da Europa ocidental poderia ser completamente diferente.
Em 2004, o diretor de cinema Oliver Stone lançou o filme Alexandre, contando a biografia deste grande imperador da antiguidade.

3. Qin Shi Huang Di (260-210 a.C.)
Estátua do Imperador Qin Shi Huang
Qin Shi Huang (ou Shi Huangdi) foi o primeiro imperador da China unificada e governou de 246 a 210 a.C. Durante os 35 anos de seu governo, Qin foi responsável por magníficos e gigantescos projetos de construção. Ele levou a China a um enorme crescimento cultural e intelectual, e também a muita destruição.
Se Qin Shi Huang deve ser lembrado por suas criações ou por sua tirania ainda é alvo de disputas, mas todos concordam que, como primeiro imperador da dinastia Qin, ele foi um dos mais importantes governantes na história da China.
O jovem rei tinha apenas 13 anos quando chegou ao trono, então seu primeiro ministro (e provavelmente seu pai) Lu Buwei atuou como regente pelos primeiros oito anos de governo.
Era uma época difícil para qualquer governante na China, com sete estados guerreando ferozmente pelo controle da terra. Os líderes dos estados Qi, Yan, Zhao, Han, Wei, Chu e Qin eram Duques durante a dinastia Zhou, mas declararam-se a si próprios Reis assim que a dinastia Zhou se desfez. Neste ambiente instável a guerra floresceu, assim como o livro como A Arte da Guerra de Sun Tzu.
A Grande Muralha da China. Fonte: Wikipedia
A fim de afastar os Xiongnu, Qin Shi Huang ordenou a contrução de enorme muro defensivo. O trabalho foi realizado por centenas de milhares de escravos e prisioneiros entre 220 e 206 a.C, entre os quais incontáveis milhares morreram durante a construção.
Esta fortificação ao norte formou a primeira seção do que se tornaria a Grande Muralha da China.
O imperador também mandou enterrar vivos aproximadamente 46o intelectuais que ousaram discordar dele em 212 a.C, e mais 700 foram apedrejados até a morte. Desde então, a única escola de pensamento permitida era o Legalismo: siga as leis do imperador ou sofra as consequências.
A medida que alcançava a meia idade, o primeiro imperador ficava com mais e mais medo da morte. Ele se tornou obcecado em encontrar o elixir da vida, que permitiria que ele vivesse para sempre.
Os médicos e alquimistas da corte inventaram inúmeras poções, muitas delas contendo mercúrio, o que provavelmente teve o irônico efeito de adiantar a morte do imperador ao invés de preveni-la.
Apenas para o caso de os elixires não funcionarem, o imperador ordenou a construção de uma tumba gigantesca para ele próprio. Planos para a tumba incluíam rios de mercúrio, armadilhas com bestas para frustrar futuros saqueadores e réplicas dos palácios mundanos do imperador.
4. Júlio César (100-44 a.C)
Alesia Siege - Julius Caesar

Caio Júlio César (nome real de Gaius Julius Caesar). Pertencente a dinastia Julio-Claudiana, Júlio César teve um papel fundamental na passagem da República para o Império Romano. Durante o seu governo (outubro de 49 a.C. a 15 de março de 44 a.C.) fez grandes conquistas militares para Roma. - Em 82 a.C., escapou das perseguições impostas pelo ditador romano Sila;
- De 81 a.C. a 79 a.C. prestou serviço militar em regiões da Ásia e Sicília;
- Na década de 70 a.C. atuou como advogado;
- Em 69 a.C. assumiu o cargo de questor do Império Romano na região da Hispânia;
- Em 65 a.C. assumiu o cargo de edis curuis;
- Em 63 a.C. foi eleito pontifex maximus e pretor urbano;
- Em 58 a.C. , comanda, com vitória, as tropas romanas na Gália na Batalha de Bribacte;
- Em 52 a.C. comanda o exército romano na Gália na campanha vitoriosa na campanha da Batalha de Alésia;
- Em 48 a.C. derrotou Pompeu na Grécia e tornou-se ditador romano;
- Em 47 a.C. comanda o exército romano na Campanha Militar no Egito. Neste mesmo ano conheceu Cleópatra;
- Sai vitorioso, em 46 a.C. , durante a campanha militar no norte da África;
- Em 15 de março de 44 a.C. foi assassinado por Brutus, após uma conspiração do Senado Romano.
5. Átila, o Huno (406-453 a.C)

Átila foi um dos líderes guerreiros mais violentos e temidos da antiguidade. Viveu no século V e liderou a tribo bárbara dos hunos. Esta tribo habitava a região onde hoje se localiza a Hungria.
Na liderança dos hunos, após matar o próprio irmão, comandou várias ações militares no continente europeu. Comandou seu exército na invasão do Império Romano, saqueando e destruindo diversas cidades romanas. Invadiu cidades romanas da região do rio Danúbio e nos Bálcãs. Atacou também, com seu exército, a região da Gália (na atual França).Com a aliança que firmou com outros povos bárbaros, chegou a comandar uma extensa região entre o Mar Cáspio e o rio Reno.
Tentou dominar Constantinopla, porém acabou desistindo em função do grande poderio do Império Bizantino. Exigiu e conseguiu do papa Leão I uma certa quantia de tributos para deixar de invadir e destruir cidades italianas.
Passou para a história por ser um comandante militar muito cruel e violento. Foi apelidado em sua época de “o flagelo de Deus”. Quando entrava nas cidades, ordenava a destruição de casas e construções, além de exigir a execução de várias pessoas, com objetivo de demonstrar poder e despertar o medo nos inimigos.
No ano de 451 sofreu uma grande derrota durante as batalhas para invadir a região da Gália, em função da união entre os bárbaros godos e romanos. Morreu em 453 quando se preparava para invadir regiões da Itália.
Indicação de filme:
- Átila, o Huno
Ano: 2001
Direção: Dick Lowry
Gênero: Guerra, Aventura, Drama
Temas: invasão do Império Romano, povos germânicos

6. Aníbal Barca (247-183 a.C)

Francisco de Goya - Aníbal vitorioso contemplando pela primeira vez a Itália pelos Alpes
Aníbal Barca foi um importante estadista e general cartaginês. Filho de Amílcar Barca, nasceu na cidade de Cartago (atual Tunis, capital da Tunísia) em 247 a.C. e morreu 183 a.C. em Bitínia (província romana na Ásia Menor).
Aníbal destacou-se pela sua qualidade como estrategista militar durante a Segunda Guerra Púnica, entre Roma e Cartago.
Entre as estratégias mais impressionantes desta guerra, destaca-se a que Aníbal conduziu um exército, com a presença de vários elefantes de guerra, da Hispânia até o norte da península Itálica, passando pelos Pirineus e Alpes. Derrotou o exército romano em várias batalhas campais, embora os cartagineses não tenham conseguido conquistar Roma.
Principais batalhas que comandou:
- Tomada de Sagunto
- Batalha do Ticino
- Batalha do Trébia
- Batalha do Lago Trasimeno
- Batalha de Canas

7. Ramsés II (1303-1213 a.C)
Ramsés II (o Grande) foi um faraó egípcio, permanecendo no trono entre os anos de 1279 a.C. a 1213 a.C. Seu reinado foi considerado o mais próspero do Egito.
Ramsés II era descendente de uma família de militares, seu avô chegou ao trono egípcio quando era general do faraó Horemheb, que ao morrer não deixou herdeiros e nomeou o general para iniciar uma nova dinastia. Ramsés era filho do faraó Seti I e da rainha Tuya. Com 10 anos de idade Ramsés teve certeza que assumiria o trono ao ser reconhecido como “filho primogênito do rei”. Para se preparar para assumir o trono futuramente, seu pai tratou de inserir o filho nas atividades militares ao seu lado. Sua primeira aventura foi participar da conquista do Líbano.
Em 1279 a.C. Ramsés assumiu o trono, já mostrando que daria muita importância ao setor militar. Mandou construir fortificações nas fronteiras egípcias, que além de garantir proteção, criava uma via que facilitava o deslocamento das tropas militares. No governo de Ramsés o exército foi profissionalizado. Os guerreiros eram bem treinados, assalariados além de receberem lotes de terra.
Ramsés fundou uma nova capital próxima ao delta do Nilo e das fronteiras, um lugar estratégico para a movimentação das tropas e foi batizada de Pi-Ramsés. Toda a corte egípcia e militar da alta patente se mudou para a nova capital, onde se formou uma indústria bélica, que fabricava carros de guerra, armaduras, armas e até barcos. As outras três capitais egipsias continuavam exercendo papel político e religioso.
A primeira grande expedição de conquistas foi realizada no quinto ano do seu reinado, quando o exército de Ramsés seguiu pelo litoral do Mediterrâneo e, reconquistou Tiro e ocupou a região do Canaã e Amurru. A tropa com cerca de 30 mil homens chegou ao Líbano, para lutar contra os hititas. Essa guerra ficou conhecida como a Batalha de Kadesh, que aconteceu na divisa dos impérios egípcio e hitita. A batalha durou 15 anos e só terminou após um acordo de paz assinado pelos dois lados e a anistia aos refugiados e acerto dos territórios.
Com o acordo de paz no norte, Ramsés decidiu expandir o império para o sul, onde os povos que lá viviam não ofereciam perigo, pois eram desorganizados e não tinham equipamentos de guerra. A região começou a ser explorada, pois era possível encontrar grandes quantidades de pedras preciosas. O povo se rebelou e a reposta dos egípcios foi uma verdadeira carnificina contra os métodos rústicos daqueles povos.
Com a expansão do império, Ramsés conseguiu considerável fortuna com a exploração dos recursos naturais o que fez desta época a mais próspera do Egito. Foram realizadas diversas construções de templos e monumentos, se tornando o faraó que mais construiu obras desse porte.
Ramsés teve várias esposas, mas a mais importante foi Nefertari. Com ela teve seu primeiro filho. Há relatos que o casal teve mais três filhos e duas filhas. O túmulo mais famoso do Vale das Rainhas foi construído para Nefertari, que teria falecido no vigésimo quarto ano do reinado de Ramsés. Para alguns pesquisadores Ramsés é considerado o faraó do Êxodo dos hebreus relatado na Bíblia. Teria vivido 90 anos e governado o Egito durante 66 anos.

8. Cleópatra (69 - 30 a.C.)
Johann Liss - Death of Cleopatra
Cleópatra VII foi rainha de 51-30 aC, durante a conquista romana.
Filha de Ptolomeu XII, Cleópatra foi a primeira rainha grega a falar egípcio, adotar certas crenças faraônicas e queria devolver ao Egito seu antigo esplendor.
Subiu ao trono aos 18 anos e enfrentou uma guerra contra o irmão.
Posteriormente, foi amante de Júlio César, que lhe garantiu o trono do Egito. Em seguida, se relacionou com Marco Antônio. De ambos teve filhos que estavam destinados a serem soberanos.
Com a derrota de Marco Antônio pelas tropas de Otávio Augusto, o primeiro comete suicídio. Para não se tornar um brinquedo nas mãos do novo conquistador, Cleópatra também se mata, deixando-se morder por uma serpente.
9. Nero Cláudio César Augusto Germânico (37-68)

John William Waterhouse - Os remorsos de Nero

Nero foi um imperador romano do ano de 54 a 68 da era cristã. Até hoje é uma das figuras históricas mais polêmicas de todos os tempos. Seu nome completo era Nero Cláudio Augusto Germânico. Nasceu na cidade de Anzio (na atual Itália) no dia 15 de dezembro de 37. Nero tornou-se imperador romano em 13 de outubro de 54, numa época de grande esplendor do Império Romano. Nos cinco primeiros anos de seu governo, Nero mostrou-se um bom administrador. Na política, usou a violência e as armas para combater e eliminar as revoltas que aconteciam em algumas províncias do império.
No tocante às guerras de expansão, Nero demonstrou pouco interesse. De acordo com os historiadores da antiguidade, empreendeu apenas algumas incursões militares na região da atual Armênia.
Suas decisões políticas, militares e econômicas eram fortemente influenciadas por algumas figuras próximas. Entre elas, podemos citar sua mãe, Agripina, e seu tutor, Lucio Sêneca.
O que mais marcou a história de Nero foi o caso do incêndio que destruiu parte da cidade de Roma, no ano de 64. Porém, de acordo com alguns historiadores, não é certa a responsabilidade de Nero pelo incidente. O imperador estava em Anzio no momento do incidente e retornou à Roma ao saber do incêndio. Os que apontam Nero como culpado baseiam-se nos relatos de Tácito. Este afirma que havia rumores de que Nero ficou cantando e tocando lira enquanto a cidade queimava.
O fato é que Nero culpou e ordenou perseguição aos cristãos, acusados por ele de serem os responsáveis pelo incêndio. Muitos foram capturados e jogados para serem devorados pelas feras.
Além deste episódio, outros colaboraram para a fama de imperador violento e desequilibrado. No ano de 55, Nero matou o filho do ex-imperador Cláudio. Em 59, ordenou o assassinato de sua mãe Agripina.
Nero se suicidou em Roma, no dia 6 de junho de 68, colocando fim a dinastia Julio-Claudiana.
10. Calígula - Caio Júlio César Augusto Germânico (12-41).
Calígula, foi um imperador romano do ano 37 a 41. Calígula era da dinastia júlio-claudiana e passou para história como um dos mais cruéis, polêmicos e extravagantes imperadores romanos.
No campo militar, destacou-se nas campanhas da Britânia e Gália. Anexou a província da Mauritânia.
- Administrativamente, Calígula foi responsável por um significativo desenvolvimento econômico de Roma, no início de seu governo (antes da doença mental). Porém, de acordo com Seutônio, Calígula desde jovem demonstrava personalidade cruel e era um amante da vida sem regras.
- Adquiriu uma doença mental, provavelmente demência, que o fez perder o equilíbrio e a lucidez. Este problema interferiu em seu modo de governar. A partir de então, Roma passou por dificuldades, principalmente financeiras, em função dos gastos exagerados com reformas públicas e urbanísticas. Historiadores afirmam que estes gastos públicos irracionais chegaram a provocar a fome em grande parte dos habitantes de Roma.
- Tornou-se um tirano e introduziu em Roma o culto divino ao imperador.
- Durante seu governo teve vários atos cruéis como, por exemplo, mandar matar membros de sua própria família. Perseguiu também vários membros da aristocracia, com o objetivo de tomar seus bens.
- Um dos fatos mais icônicos de seu reinado, foi sua ideia de colocar no Senado Romano, o seu cavalo favorito, Incitatus. Porém, muitos historiadores dizem que esta história é mais lendária do que verídica.
- Alguns historiadores da época descrevem Calígula como uma pessoa totalmente desiquilibrada no âmbito das relações pessoais. Vida sexual desregrada, conflitos familiares e atitudes provocativas fizeram parte da vida do polêmico imperador romano.
- Calígula teve quatro esposas: Júnia Claudilla, Lívia Orestila, Lólia Paulina e Milônia Cesônia. Com esta última teve sua única filha: Júlia Drusila.
- Calígula faleceu em 24 de janeiro de 41 (aos 28 anos), na cidade de Roma, vítima de assassinato (conspiração) por um membro da guarda pretoriana chamado Cassio Cherea.

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