15 de julho de 2017

Violeta

Frank Dicksee
Sempre teu lábio severo
Me chama de borboleta!
_ Se eu deixo as rosas do prado
É só por ti – violeta!

Tu és formosa e modesta,
As outras são tão vaidosas!
Embora vivas na sombra
Amo-te mais do que às rosas.

A borboleta travessa
Vive de sol e de flores...
_ Eu quero o sol de teus olhos,
O néctar dos teus amores!

Cativo de teu perfume
Não mais serei borboleta;
_ Deixa eu dormir no teu seio,
Dá-me o teu mel – violeta!

Casimiro de Abreu (1839-1860)

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