27 de março de 2017

País sem fronteiras

Marie-François Firmin-Girard
Ó Tu que remas,
qual o nome deste grande mar?
A água azul, de tão azul, tingiu meus olhos,
a água azul tingiu meus sonhos.

Perdi o rumo das enseadas
e o contorno dos mil países

Não quero caminho, não quero norte,
não quero agulhas de navegante.

Sei de terras lá muito longe,
de um palácio sem morador.
Sei de uma estrada — de onde vem?
que é longa e reta - para onde vai?

O tu que remas tão devagar,
As horas caem das tuas mãos.

Há luzes mortas nos horizontes
e estranho apelo para a solidão.

Carminha Gouthier

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