23 de março de 2017

Não acredites na guerra

Paul Cézanne
Não acredite na guerra, meu rapaz,
não acredites é muito triste,
é triste, meu rapaz,
como um par de botas que apertam.

O teu cavalo é rápido,
não serve para nada,
estás exposto como na palma da mão,
és o único alvo das balas.

Bulat Okudjava (1924-1997)
Tradução: Manuel de Seabra

Nenhum comentário: