4 de fevereiro de 2017

Trecho de ‘O Banquete’

Bjorn Richter
"Para a iniciação nos mistérios do amor, o caminho certo é começar com exemplos de beleza neste mundo e usá-los como degraus para ascender continuamente ao objetivo final – a beleza absoluta. Essa região está acima de todas as outras, na qual a verdadeira vida humana deveria ser vivida na contemplação da beleza absoluta. Eles a verão como absoluta, existindo apenas por si própria, única, eterna, e todas as outras coisas belas associadas a ela, de tal forma que, quando nascem e morrem, não apresentam nenhum acréscimo ou diminuição, ou sofrem qualquer mudança. Quem contempla a beleza absoluta e com ela permanece em união constante será capaz de criar não apenas imagens refletidas da bondade, mas também a verdadeira bondade, pois estará em contato não com um reflexo, mas com a verdade. E, tendo criado e nutrido a verdadeira bondade, terá o privilégio de ser adorado por Deus, e tornar-se, se algum dia um ser humano for capaz, imortal. Por essa razão, é dever de todo ser humano honrar o amor".
Platão (428-348 a.C.)
"O Banquete"

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