16 de janeiro de 2017

Os Cinco Atos do Drama (Peça) do Mundo

E as estações vão girando e girando,
e os póneis pintados sobem descem...
Estamos cativos neste carrossel do tempo,
sem poder voltar para trás,
apenas olhando, de onde viemos.
E continuamos girando, girando,
e girando, no jogo do círculo...

Joni Mitchell

1º Ato: A Idade do Ouro
O 1º Ato inicia-se com a cena do despertar da idade do ouro. Cada indivíduo manifesta, no seu comportamento, a sua natureza divina de pureza, paz, felicidade, amor e verdade, em completa harmonia interior. As suas ações e relacionamentos, amorosos, são os fios que tecem o tecido da sociedade. São seres divinos, cujo respeito pela natureza é tal, que a Terra os serve com abundância. A vida familiar é plena de felicidade porque as relações são baseadas na honestidade e na confiança mútuas. O comportamento e as atitudes são altruístas e de partilha. A integridade da alma expressa-se através da sabedoria natural e da realização espiritual. É o paraíso.
2º Ato: A Idade da Prata
O 2º Ato continua com uma cena, em que a esplendorosa manhã do primeiro dia deu lugar a uma tarde amena e tranquila, onde se manifesta já um gradual declínio, desapercebido pelos próprios atores, que entretanto aumentaram significativamente em número. Embora continuem radiantes de amor e paz, embora a natureza continue resplandecente de cor e beleza, a frescura original que caracterizou a manhã, desapareceu. Os atores começam a prestar maior atenção à forma e funções externas, do que às realidades internas; as experiências dos sentidos vão deixando impressões na alma. A integridade começa a dar lugar à influência. Os recursos materiais são divididos em menor quantidade, para se ajustar à maior procura. Embora não haja negatividade ou tristeza, e todos continuem a ser mestres das artes de viver, a qualidade de vida é ligeiramente menor.
3º Ato: A Idade do Cobre
A mudança do 2º para o 3º Ato, à medida que começa a escurecer, é dramática. É marcada por uma radical mudança de consciência: do auto conhecimento para o auto esquecimento. Este esquecimento do verdadeiro “eu” espiritual, cria dualidade na mente dos atores. Os primeiros sinais de conflito interno e discórdia externa, aparecem dentro da própria peça. Esta queda do estado de graça da consciência da alma, para a ilusão da consciência do corpo, traz consigo a perda de auto-soberania. Os seres humanos são compelidos a procurar o poder e as posses, para compensar um vazio interno, crescente. Ao tentarem reencontrar a verdade e a iluminação perdidas, são enganados, acreditando que o acumular de bens materiais lhes trará segurança e paz mental.
4º Ato: A Idade do Ferro
O 4º Ato encontra o palco do mundo numa total escuridão, ilusão e desespero. Verifica-se um extraordinário declínio dos valores morais, éticos e espirituais. Os seres humanos encontram-se acorrentados aos pilares de práticas e hábitos imorais. A tristeza e a intranquilidade largamente espalhadas, tornam-se a regra do comportamento humano. O mundo está dividido em inúmeros grupos, muitos dos quais se opõem entre si em jogos de poder, com base nos seus próprios interesses e conveniências. A família humana está num ponto de rotura. À medida que a noite avança, a população sofre um aumento exponencial, até que os recursos do planeta alcançam os seus limites.
5º Ato: A Idade do Diamante
O 5º Ato consiste apenas numa cena, na qual o Diretor da Peça se torna o Ator Principal. Ele aparece silenciosamente, num canto do palco, e começa a desvendar as verdades inerentes à história da vida humana: a verdade da imortalidade da alma, o seu relacionamento eterno e verdadeiro com Deus, e o verdadeiro caminho para a elevação e preenchimento. Estas palavras de verdade suscitam, nos atores, lembranças profundas do seu passado longínquo; há um despertar... Diante do amanhecer, eles podem observar, de novo, o carrossel da vida, na sua totalidade: de uma natureza divina à dualidade, da Idade do Ouro à Idade do Ferro... cada alma moldando-se ao ritmo eterno de cada momento, até que o círculo se completa. Com o amor de Deus nos seus corações e a verdade a permear novamente o seu ser, os atores dão os últimos passos na sua saída do palco, unidos na visão da manhã dourada que se aproxima. A escuridão da noite vai dando, gradualmente, lugar à aurora do novo dia. À medida que a cortina vai descendo, no 5º Ato, ela sobe novamente para marcar o início do 1º Ato. A humanidade completou o círculo; a velha jornada da vida acabou; um novo mundo começa!...

Fonte:
Este: ( Brahma Kumaris World Spiritual Organization. )

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