13 de janeiro de 2017

Bordadeiras do Instituto Dumont

Trabalho das bordadeiras do Instituto Antônia Diniz Dumont
O Brasil toma cor e forma nas mãos de milhares de mulheres bordadeiras. O bordado gera renda para muitas famílias em vários pontos do País e se coloca como uma das mais puras formas de expressão popular, em motivos do folclore brasileiro, da história, da natureza.
A arte milenar que chegou ao Brasil em tempos coloniais adaptou-se aos gostos e cores daqui, transformando a rotina de toda a nossa gente. Virou tradição ensinar o bordado de mãe para filha, criando registros das características do povo através dos anos.
Em Pirapora, interior de Minas Gerais, a família Diniz Dumont encontrou no bordado muito mais que sua fonte de renda. O trabalho das bordadeiras Dumont, desde os primeiros bordados da matriarca Antônia, mostram uma filosofia de inspiração e carinho, em que é possível transformar o artesanato em expressão puramente artística.
O Grupo Matizes Dumont já ilustrou 19 livros para grandes autores como Jorge Amado, Manoel de Barros, Thiago de Mello, Rubem Alves, Marina Colassanti e Ziraldo, entre outros. Ganharam muitos prêmios, como o “Jabuti” (de ilustração) em 1998 e 2000, e entraram na seleta lista do “International Book for Young People” (1999), com o Prêmio Revelação de ilustração.
Em 2006 a família resolveu fazer uma homenagem a um parente distante, Alberto Santos Dumont – o pai da aviação, no ano de seu centenário. A exposição passou por São Paulo, Paris, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. Depois das mostras, uma das telas ficou de acervo para a família e as demais foram colocadas à venda.
O Instituto Antônia Diniz Dumont (ICAD) foi criado pela família, com o apoio de vários parceiros, com o objetivo de multiplicar a geração de empregos, renda e arte através do bordado e outras atividades inclusivas.

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