29 de novembro de 2016

Vestibular Fuvest 2017

Evidentemente, não se pode esperar que Dostoiévski seja traduzido por outro Dostoiévski, mas desde que o tradutor procure penetrar nas peculiaridades da linguagem primeira, aplique-se com afinco e faça com que sua criatividade orientada pelo original permita, paradoxalmente, afastar-se do texto para ficar mais próximo deste, um passo importante será dado. Deixando de lado a fidelidade mecânica, frase por frase, tratando o original como um conjunto de blocos a serem transpostos, e transgredindo sem receio, quando necessário, as normas do “escrever bem”, o tradutor poderá trazê-lo com boa margem de fidelidade para a língua com a qual está trabalhando.
Boris Schnaiderman, Dostoiévski Prosa Poesia.
De acordo com o texto, a boa tradução precisa:

Evitar a transposição fiel dos conteúdos do texto original.
Desconsiderar as características da linguagem primeira para poder atingir a língua de chegada.
Desviar-se da norma-padrão tanto da língua original quanto da língua de chegada.
Buscar, na língua de chegada, soluções que correspondam ao texto original.

Alternativa D
A fim de “penetrar nas peculiaridades da linguagem primeira”, é necessário “afastar-se do texto para ficar mais próximo deste”, ou seja, diante das especificidades de cada idioma, é preciso buscar soluções que comuniquem a mensagem, de maneira que o interlocutor a compreenda de forma completa, fiel e dentro de sua cultura.

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