30 de novembro de 2016

Oh! não, não jures...

Vincent Van Gogh
Oh! não, não jures; basta que me abraces...
Não creio em vãos protestos femininos.
Tua voz é suave...Inda mais suave
É o teu beijo, o beijo que te roubei.
Eu te possuo... e sei que falso canto
É a voz...Tua voz...

Não! Jura-me querida,
Ainda! ainda! sempre! amor protesta!
Eu creio em ti! Dize-me uma só palavra!
Contra o teu peito a fronte repousando
Eu sou feliz e creio na ventura!
Creio que amas; creio que hás de amar
Além da morte...sempre...eternamente.

Heinrich Heine (1797-1856)
Tradução: Raul Pompéia

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