6 de novembro de 2016

ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio 5/11/2016

Karin Kuhlmann
Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias.
Descartes, R. Regras para a orientação do espírito.
Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da:
  1. Investigação de natureza empírica.
  2. Retomada da tradição intelectual.
  3. Imposição de valores ortodoxos.
  4. Autonomia do sujeito pensante. ⁺
  5. Liberdade do agente moral.
Resolução:
Descartes vive um momento de transição, em que a razão e o raciocínio estão muito presentes. O sujeito precisa usar sua própria mente.
Antes de Descartes, na Idade Média, o conhecimento era centralizado. A partir do liberalismo o conhecimento e o raciocínio podem ser comuns.
Lembre-se que Descarte formulou a máxima: "Penso, logo existo". Só essa máxima já nos permite ver o grau de importância dada à autonomia do sujeito pensante.
Letra D

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