22 de novembro de 2016

UNICAMP – Vestibular 20/11/2016

Em depoimento, Paulo Freire fala da necessidade de uma tarefa educativa: “trabalhar no sentido de ajudar os homens e as mulheres brasileiras a exercer o direito de poder estar de pé no chão, cavando o chão, fazendo com que o chão produza melhor é um direito e um dever nosso. A educação é uma das chaves para abrir essas portas.
Eu nunca me esqueço de uma frase linda que eu ouvi de um educador, camponês de um grupo de Sem Terra: pela força do nosso trabalho, pela nossa luta, cortamos o arame farpado do latifúndio e entramos nele, mas quando nele chegamos, vimos que havia outros arames farpados, como o arame da nossa ignorância. Então eu percebi que quanto mais inocentes, tanto melhor somos para os donos do mundo. (...) Eu acho que essa é uma tarefa que não é só política, mas também pedagógica. Não há Reforma Agrária sem isso.”
(Adaptado de Roseli Salete Galdart, Pedagogia do Movimento Sem Terra:
escola é mais que escola. São Paulo: Expressão Popular, 2008, p. 172.)

No excerto adaptado que você leu, há menção a outros arames farpados, como “o arame da nossa ignorância”.
Trata-se de uma figura de linguagem para:
  1. ( ) A conquista do direito às terras e à educação que são negadas a todos os trabalhadores.
  2. ( ) A obtenção da chave que abre as portas da educação a todos os brasileiros que não têm terras.
  3. ( ) A promoção de uma conquista da educação que tenha como base a propriedade fundiária.
  4. () A descoberta de que a luta pela posse da terra pressupõe também a conquista da educação.
Resolução:
No excerto adaptado, “o arame da nossa ignorância” é uma expressão figurada para fazer referência à descoberta de que não há conquista efetiva da terra se não houver, antes, a conquista da educação.

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