8 de novembro de 2016

A visita

Retrato Deborah Brennand, obra de Roberto Ploeg
Longos e longos anos esperei uma visita,
mas só os ramos agitaram a ventania.
Disseram-me - o longe é sem fim.
Todavia, voltei àquele bosque
e lá só estava uma lua de cinzas.

Redisse então tudo o que foi dito:
o nome de flores clandestinas
À mais funda das raízes eu disse
- ermos são de almas vivas
e toda volta é um descaminho.

Felizmente, só estava no bosque uma lua de cinzas.

Deborah Brennand (1927-2015)

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