9 de outubro de 2016

Epístola para um Relógio de Sol

Chris N Rohrbach
Colhe o dia, e depois guarda-o todo na memória,
porque tão pouco as flores colhidas fenecem no nada.
Espalham-se as pétalas a colorir o chão
ou, leva-as consigo o vento de entre os dedos frouxos.
Também o solo e o vento transformam-nos os dias,
mesmos os nossos dias das dores de sol a sol,
memória a memória findos e mudados.

Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007)

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