4 de setembro de 2016

O pássaro sem voo

Jean-Honore Fragonard
O pássaro sem voo, solto na sala,
ficou sendo um brinquedo de criança.
Que lhe importa a manhã?
Por que saudá-la
se a cantiga desperta a mão que o alcança?
De que lhe vale o canto? O canto é apenas
alegria de estranhos.
Não é tudo.
O canto é inútil como são as penas.
O pássaro sem voo, canto, é mudo.

José Chagas

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