26 de julho de 2016

Soneto do Sol de Madrugada

Herbert James Draper
É noite - como as noites são vazias
E faz silêncio à volta, em toda a estrada
As mãos já não procuram, são tão frias
É noite - e nem sinal de uma alvorada.

Há cruzes espalhadas - tão sombrias!
Há um desejo morto na calçada
As esperanças passam, fugidias
Parece que adiante não há nada.

E de repente o fim que se procura
Após a longa e triste caminhada
E finalmente a luz na noite escura

O sol brilhando em plena madrugada
O desejo de ser - sem ser loucura
A vida, num segundo, iluminada.

Aramis Ribeiro Costa

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