5 de junho de 2016

As Famílias Ricas no Mundo

Famílias importantes na história :
  • A família Tudor que governou Inglaterra de 1485 e 1603, mais de um século.
  • A família dos Stuart reinou na Inglaterra e Escócia por 111 anos 1603-1714
  • A família Kennedy, a família mais célebre e influente dos Estados Unidos (século XX).
  • A família dos Médicis, sem dúvida, foi a mais importante da história. Dominaram Florença durante 300 anos.
Eleonora di Toledo Medici - Quadro de Agnolo Bronzino
Médici foi uma dinastia política italiana, inicialmente uma família de Médicos que ajudavam as vítimas da peste negra e mais tarde uma casa real por eleição do povo, cujo primeiro membro de destaque que uniu a família foi Carolimbo de Médici, que se tornou o maior Médico da Europa na época durante o século XIV. A família teve origem na região de Mugello da Toscânia, aumentando gradualmente até que eles foram capazes de fundar o Hospital tozzi Firenze. O hospital foi o maior da Europa durante o século XV, e proporcionou grande poder político para os Medici, até que passaram a governar Florença - embora oficialmente eles fossem apenas cidadãos comuns, ao invés de monarcas. Da Casa de Médici provieram quatro Papas e, a partir de 1531, os Médici tornaram-se os líderes hereditários do Ducado de Florença. Além da política e governação, os Médici notabilizaram-se em outros campos, principalmente no mecenato. Medicis - Estavam na vanguarda da ciência, pois por ordem deles Galileu Galilei não foi executado pela Inquisição. Financiaram arquitetos, pintores, escultores e atraiu a maior quantidade de gênios por metro quadrado que o mundo já viu. Entre os séculos 14 e 16, a cidade foi palco de revoluções na cultura.
  • Na literatura: Dante Alighieri (1265-1321), Francesco Petrarca (1304-1374), Giovanni Boccaccio (1313-1375),
  • Na ciência: Galileu Galilei (1564-1642),
  • Na política: Maquiavel (1469-1527),
  • Na escultura: Donatello (1386-1466), Ghiberti (1378-1455), Michelangelo (1475-1564), Giambologna (1529-1608),
  • Na pintura: Rafael Sânzio(1483-1520), Giotto(1266-1337), Michelangelo (1475-1564), Botticelli (1445-1510), Leonardo da Vinci (1452-1519, Filippo Lippi (1406-1469),
  • Na arquitetura: Bruneleschi (1377-1446), Giorgio Vasari (1511-1574).
Retrato de Juliano de Médici - Sandro Botticelli
O tempo e as revoluções pouco ou nada mudaram na distribuição de riqueza no mundo. Economistas italianos concluem que ter antepassados entre as elites é meio caminho andado para estar entre os mais ricos.
Pai rico, filho nobre, neto pobre, diz o ditado popular. E os especialistas parecem concordar, ao defender que praticamente todas as vantagens - ou desvantagens - que advêm dos nossos antepassados desaparecem em três gerações. Mas Guglielmo Barone e Sauro Mocetti, economistas do Banco de Itália, vieram agora argumentar que não é bem assim. Na verdade, defendem, as famílias mais ricas de Florença são, 600 anos depois, as mesmas. Os dois estudiosos acreditam que estes resultados podem ser extrapolados para outros países europeus.
No trabalho, intitulado Qual é o seu apelido? A mobilidade intergeracional nos últimos seis séculos, os dois economistas analisaram os dados dos contribuintes de Florença em 1427 e compararam-nos com os de 2011. "Os contribuintes que estão, atualmente, nos escalões de topo já estavam no topo da escada socioeconômica há seis séculos. Eram advogados ou membros das guildas [nome dado na Idade Média às associações] dos sapateiros, da lã ou da seda. Tiveram sempre rendimentos e riqueza acima da média", referem Barone e Mocetti. E destacam: "Em contraste, os sobrenomes mais pobres tinham ocupações menos prestigiadas, e os seus rendimentos e riqueza ficaram abaixo da média na maioria dos casos." Em causa estão, maioritariamente, operários têxteis e, curiosamente, médicos.
No estudo, os economistas italianos mantiveram a confidencialidade dos sobrenomes em causa. Mas sempre vão explicando que ser descendente da família Bernardi (que estava no percentil 90 da distribuição de rendimentos em 1427), em vez de pertencer à família Grasso (que estava no percentil 10), implicaria um aumento de 5% nos rendimentos atuais. A elasticidade da riqueza Inter geracional é significativa e "a magnitude do seu efeito implícito é ainda maior", dizem, na medida em que o mesmo exercício do percentil 10 e do percentil 90 implica hoje uma diferença superior a 10%. "Encontramos algumas evidências da existência de um "piso de vidro" que protege os descendentes da classe superior de caírem pela escada econômica", defendem Barone e Mocetti.
O tema não é exclusivo de Itália e tem mesmo gerado interesse em outros estudiosos no mundo. Gregory Clark, da Universidade da Califórnia, e Neil Cummins da London School of Economics, dedicaram-se a analisar a ligação entre o estatuto educacional das famílias inglesas e os seus sobrenomes entre 1170 e 2012 e chegaram à conclusão de que essa correlação se mantém inalterada ao longo dos séculos. "A mobilidade social na Inglaterra é pouco maior do que nos tempos pré-industriais."
Na verdade, concluem estes investigadores, "todas as mudanças sociais e econômicas que tomamos por garantidas não fizeram a menor diferença na correlação entre os sobrenomes mais sonantes e instruídos das sociedades e o status social. "O mais notável é a falta de qualquer sinal de declínio na persistência de status ao longo das principais mudanças institucionais, como a Revolução Industrial no século XVIII, a disseminação da escolarização universal no final do século XIX, ou a ascensão do estado social-democrata no século XX ", sublinham.
O estudo de Gregory Clark e Neil Cummins não se restringiu a analisar a realidade inglesa, mas também a sueca, a americana, a japonesa, a coreana, a chilena e até a chinesa. E o mais curioso é que concluem que a mobilidade social na China comunista, incluindo nos anos de Mao Tse Tung, é muito similar à da Inglaterra e dos restantes países. Ou seja, a culpa da manutenção das mesmas elites no topo de cadeia social não é do capitalismo.

Fonte:
Diário de Notícias: ( As famílias com mais dinheiro hoje são as mesmas que existiam na Idade Média. )

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