27 de maio de 2016

Guerra dos Trinta Anos: (1618 a 1648)

A Europa no século XVII estava passando por um momento em que vários países Europeus tinham o interesse em ampliar seus poderes no continente por meio da conquista de novos mercados e territórios. Porém havia muita concorrência entre as monarquias centralizadoras da Europa e isso provocou vários conflitos e guerras. É nesse contexto que observamos a ocorrência da Guerra dos Trinta Anos.
Esse conflito que marcou a transição do feudalismo para a Idade Moderna. A Guerra dos 30 anos envolveu uma série de países, em volta da região onde hoje está a Alemanha, e teve como elemento catalisador as disputas religiosas decorrentes das reformas protestantes do século 16.
Mas as causas dessa guerra também incluem a luta pela afirmação do poder de monarquias europeias, com disputas territoriais e conflitos pela hegemonia.
A Guerra dos Trinta Anos foi um dos mais terríveis conflitos de toda a História. Milhões de pessoas morreram ou ficaram para sempre doentes. Por toda a Europa, a guerra tornou ainda mais difícil a vida dos pobres: suas plantações foram destruídas, suas casas e aldeias arrasadas, seus bens saqueados.
Karl Friedrich Lessing - O cerco (defesa do pátio da Igreja durante a Guerra dos Trinta Anos)
Os soldados não tinham nenhum interesse nacional, lutavam por aqueles que lhes pagavam melhor e não hesitavam em mudar de lado, dependendo da oportunidade.
Sebastian Vrancx - Paisagem com um assalto
O pagamento dos exércitos era irregular e não havia administração para organizar o abastecimento dos combatentes. As tropas, portanto, viviam à custa da população da área que ocupavam, e não havia muita diferença quando se tratava de seu próprio país ou do inimigo: os soldados saqueavam o que podiam.
Sebastian Vrancx - Uma paisagem com viajantes emboscados do lado de fora da cidade.
Os camponeses fugiam para as florestas, carregando seus animais e tudo o que conseguiam levar. Na volta, encontravam apenas casas queimadas e colheitas incendiadas. Sem sementes para refazer as lavouras e com a produção desorganizada pela ocupação militar, trabalhavam longos anos para refazer sua vida. As aldeias se despovoavam, os sobreviventes morriam de fome, os campos transformavam-se em matagais. Aldeias inteiras foram apagadas do mapa. Em algumas regiões, foi necessário um século para recuperar as áreas devastadas.
Ernest Crofts - Uma cena da Guerra dos Trinta Anos
Quando as tropas se dispersavam e a indisciplina arriscava comprometer a união do exército, os oficiais procuravam os desertores e saqueadores e os enforcavam às dezenas, para servir de exemplo.
Enfim, quando chegou a época de assinar o tratado de paz, os príncipes negociaram, trocaram territórios, impuseram seu poder e domínio sem nenhuma consulta, com o mais profundo desrespeito aos direitos do povo.
DUPÂQUIER, Jacques; LAVICHIVER, Marcel. Les temps modernes. Paris: Bordas, 1971. p. 104.

Nenhum comentário: