23 de maio de 2016

Rubáiyát

Sam Del Russi
Ó Allah,
incerto, vacilante,
sem rumo,
inteiramente desorientado,
não consigo provar
a realidade do Teu ser.

Profundas meditações,
trabalhosas lucubrações
são simples devaneios,
pesquisas no vácuo
em busca de Tua existência,
que não consigo vislumbrar.

Em sã consciência,
não posso compreender
de que modo Tu existes,
embora muita gente
consagre e descreva
os mais fantasiosos predicados
que Te resolveram emprestar.

A conclusão de tudo isso
é que ninguém Te poderá conhecer
– com exceção de Ti mesmo.

- Omar Khayyám – (1048-1131)
Tradução: Christovam de Camargo

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