28 de março de 2016

Na Velhice

Claude Lorrain
Como tudo, outra vez, devém sereno!
Tal qual em minha infância era vulgar,
Mansos regatos vão nos vales correndo
Dentro da solidão crepuscular;
Mal se ouve, ao longe, o canto de um pastor,
Tinem sinos, ecoando nas quebradas
De todas as aldeias em redor,
Prazer e mágoa, ei-los afundados
Nos vales ainda luzem vagamente;
Só, para além da mata em soledade,
Nos píncaros do monte, brilha o poente
Tal como o próprio alvor da Eternidade.

Joseph Freiherr Eichendorff (1788-1837)
Tradução: A. Herculano de Carvalho

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