25 de março de 2016

Mar Calmo

Albert Laurens
Tranquilo, o mar não canta nem ondeia.
O nauta, imerso noutro mar de mágoas,
Os olhos tristes e úmidos passeia
Pela tranquila quietação das águas.

A onda, que dorme quieta, não espuma;
O astro, que sonha plácido, não canta,
E em todo o vasto mar, em parte alguma
A mais pequena vaga se levanta.

Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)
Tradução: Francisca Júlia

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