17 de março de 2016

Este vai-se, aquele vai-se

Gustave Courbet
Este vai-se, aquele vai-se,
e todos, todos se vão:
Galiza sem homens ficas
que te possam trabalhar.
Tens, em troca, órfãos e órfãs
e campos de solidão;
e mães que não têm filhos
e filhos que não têm pais.
E tens corações que sofrem
longas ausências mortais.
Viúvas de vivos e mortos
que ninguém consolará.

Rosalía de Castro (1837-1885)
Tradução: Ernesto Guerra da Cal

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