7 de janeiro de 2016

Soneto XXXIV

Emile Vernon
Quem nunca tivesse visto o fogo
Não acreditava que pudesse queimar.
Ao descobrir o seu fulgor
Acharia que era coisa de folgar.

Mas se lá pusesse a mão,
Saberia quanto o fogo queima!
Eu toquei no fogo de amor,
Fogo que abrasa: Ah, se esta fogueira,

Ardesse em vós, minha Senhora,
Vós que pareceis dar prazer,
Vós que não dais senão dor!

Por certo o amor faz vilania
Não te unindo, tu que escarneces,
A mim, teu escravo sem alegria.

Jacopo da Lentini (1210-1260)
Tradução: Maria Jorge Vilar de Figueiredo

Nenhum comentário: