11 de dezembro de 2015

Ultimo Poema Possivelmente de Amor

Jean Honoré Fragonard
Recorda
como se os dias não fluíssem em dias
e para ti fosse um nítido jogo de músculos
meu braço no teu corpo anfiteatro
da mais pura derrota rumo às constelações

Eis-me descoberta
de tudo que se arrisca sem limites
construído pela coloração de globos de vidro
iluminados e submersos

Para o teu nome
um novo mecanismo de linguagem
para o teu corpo
memória ciclo perfeito
dos meus desejos de pedra e de violência

Tu
única para quem fui adeus o homem sem comédia.

Manuel de Castro

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