2 de novembro de 2015

Questão do ENEM

Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.
O sofista Trasímaco (459 a.C. — 400 a.C.), personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.

Sócrates acreditava ser capaz de obter verdades racionais, inquestionáveis e de valor universal através do método maiêutico. Trasímaco argumentava como um sofista ao relativizar as verdades e dizer que elas nada mais seriam do que convenções que ensinavam a sociedade a obedecer às regras contingentes.

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