4 de novembro de 2015

A Última Voz

Henri Lebasque
Quando eu morrer
Recolhe por favor os meus sonhos espalhados pelos cantos
E reconstrói meu corpo com infinita paciência.
Junta
Amassa
Modela sem ânsia
Essa massa de lenda em rubra tinta
E o meu oásis de flor
Entre as ruínas. Faz-me então dessa maneira nova
Faz-me forte! Faz-me eterna!
Dessa matéria etérea dos sonhos e das rainhas.
Então, ama-me!
Ama-me sem pressa
Dor
Faca
Espinho
À rósea flor das cicatrizes.

Luisa Deane
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