13 de outubro de 2015

Qualquer Palavra

Emile Friant
Qualquer palavra guarda silêncio
contra a parede onde se apoia o braço
que cinge a desconsolada fronte:
o reboco caído descobre um rosto antes oculto,
desencaixado agora, cheio de pó,
mas que deixa marcas na palma das mãos
onde palpita ainda o ser amado,
como um trabalho, tenaz,
uma verdade, irrepetível.

Alberto Szpunberg
Tradução: Albino M.

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