6 de outubro de 2015

Poema da Morte Aparente

Francois Octave Tassaert
Nos tempos em que acontecia o que está acontecendo
............................................ [agora,
e os homens pasmavam de isso ainda acontecer no
............................................[tempo deles,
parecia-lhes a vida podre e reles
e suspiravam por viver agora.

a suspirar e a protestar morreram.
e agora, quando se abrem as covas,
encontram-se às vezes os dentes com que rangeram,
tão brancos como se as dentaduras fossem novas.

António Gedeão (1906-1997)

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