28 de outubro de 2015

A Arte no Século XXI: A Humanização das Tecnologias

Pintura de Picasso atualizada com gadgets do século 21
Segundo Domingues "a produção artística sintonizada com os avanços tecnológicos, revelando os aspectos humanos das tecnologias" nos proporcionam novas maneiras de ver e entender a arte, fator determinante na vida do homem contemporâneo.
Uma das maiores revoluções da humanidade nos últimos 20 anos se deu por intermédio dos computadores. A informática saiu das empresas (e de seus grandes, pesados e lentos mainframes de vários andares de tamanho) e entrou na vida cotidiana, invadindo os lares e nos últimos anos sofrendo mais uma metamorfose – inserindo-se de forma portátil na sociedade (com handhelds, celulares, MP3 Players, por exemplo).
Entretanto, também tivemos outras revoluções. Uma delas – provavelmente tão importante quanto a informática ou mais – é de cunho social, e é tão complexa que não pode ser definida em poucas palavras. Talvez pudéssemos arriscar uma simplificação dizendo que a principal característica da sociedade do novo milênio é a diversidade – seja ela de caráter sexual, social, político ou religioso. Radicalismos sempre existiram e sempre existirão, mas em toda a história da humanidade não se tem registro de um período tão rico em diferenças, na diversidade de opções de todos os tipos para todos os caminhos.
Isso nos levará a uma enxurrada de conceitos cada vez mais discutidos hoje (que vão de ideias novas como copyleft e manipulação de células-tronco a temas mais antigos com nova roupagem, como marketing pessoal e a ideia de “agregar valor” às coisas, por exemplo), mas ainda pouco estudados devido ao seu caráter de novidade. Vivemos em tempos fluidos: conceitos surgem e desaparecem, e a rapidez com que isso ocorre hoje nos leva a achar que não há nenhum critério nisso. Será mesmo que não?
Todo caminho tem um começo: não é tão difícil assim entender como chegamos até aqui. Esta última aula tem como objetivo iniciar um mapeamento desse território da nova arte do século XXI – mas não fecha caminhos, apenas propõe novas investigações.

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