16 de setembro de 2015

A Vaidade da Existência

Diego Rodriguez de Silva Velazquez
Na juventude, cenas alegres atraem nossos olhos,
E sem que se suspeite de seu declínio,
Floridos campos da vida levantam-se diante de nós,
A despeito de seus dias invernais.

Mas vãs buscas, e prazeres igualmente vãos,
Convencem-nos de que a vida é senão um sonho.
A morte é despertar, elevar-se outra vez,
Para que se possa melhor avaliar a verdadeira vida.

Assim, em todas as noites com maré algo rasa,
Tenho visto amiúde um esplêndido espetáculo;
Estrelas refletidas em cada canto,
E brilhantes luas divisadas mais embaixo.

Mas quando a maré aos poucos reflui,
Com ela se desfaz a fantástica cena,
Depositando um banco de lodo à minha volta,
E algas marinhas no leito do rio.

Philip Freneau (1752-1832)
Tradução: J. A. Rodrigues

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