29 de julho de 2015

Descoberta

Vincent van Gogh
Andava eu pelo bosque
Inteiramente só,
Ao léu, por nada
Pensar ou querer.

E percebi na sombra
Uma florzinha só,
Clara como as estrelas
Ou dois olhos brilhantes.

Fiz menção de arrancá-la,
Quando a ouvi dizer, suavemente:
Será para que eu morra
Que devo ser quebrada?

E tirei-a do chão
Com todas as raízes
E ao jardim conduzi
Para junto do lar.

E de novo a enterrei
Num tranquilo lugar
Onde ela vive e cresce
E está sempre florindo.

Johann von Goethe (1749-1832)

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