1 de junho de 2015

Tarde do Sertão

Paula Rego - O Baile
Pedras, árvores e pessoas iguais
Nem balanço de galhos, folhas… Flagelo
Mas é a tarde no sertão e tudo é belo
Ossos e gravetos enfeitam beirais.

Que há de novidade à volta?
Rama não rasteja, haste não levanta
Não há sopro, nem pássaro se espanta
Tarde no sertão. Tristeza importa?

A tranquilidade na alma é a mesma
O frio se aproxima como na invernada
No horizonte há chamas ainda acessas.

Como pessoas numa fogueira acalorada
Me alegro. Essa terra de incertezas
Feinha… Mas, à tarde, embelezada.

Olavo Saldanha

Nenhum comentário: