29 de junho de 2015

Cais

Paul Gauguin
Tênue é o cais
no Inverno frio.
Tênue é o voo
do pássaro cinzento.
Tênue é o sono
que adormece o navio.
No vago cais
do balouço da bruma
tênue é a estrela
que um peixe morde.
Tênue é o porto
nos olhos do casario.
Mas o que em fora nos dilui
faz-nos exatos por dentro.

Fernando Namora (1919-1989)

Um comentário:

Maria Rodrigues disse...

Uma combinação perfeita, poema e tela.
Beijinhos
Maria