11 de maio de 2015

As doces rosas-dos-ventos

Sérgio Bastos - Vendedor de Cata ventos
— Onde estás, vendedor de pirulitos,
Fazedor das ventoinhas de papel?
Daqueles cata ventos tão bonitos?
Daquelas gostosuras cor de mel?
Tu que adoças as ruas com teus gritos
E que marcas os ventos nas calçadas:
Me dá de novo os sonhos infinitos
Das tuas rosas que são quase aladas!
— Queres minhas ventoinhas? Há de tê-las.
Criança grande! Por que te agradam tanto?
— Não são ventoinhas: são almas de estrelas
De um céu ingênuo que foi céu de encanto.

Stella Leonardos
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