26 de abril de 2015

O Corpo

René Magritte
Lavava o corpo dele com a alma nas mãos
ia tateando a carne fria que tanto amara e
odiara agora nada mais ficara senão
aquela pena nos músculos inertes
que tanto ela vira vibrar e arfar
de prazer e dor.

Vera Lúcia de Oliveira

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