10 de fevereiro de 2015

Pureza

Serge Marshennikov
Vem toda nua
ou, se o não consentir o teu pudor,
vestida de vermelho.

Teus tules brancos,
o azul, que desmaia,
de tuas sedas finas,
guarda-os p’ra outros dias.

Pra quando, Amor!, teu ventre, já redondo,
merecer a pureza do azul…

Sebastião da Gama (1924-1952)

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