7 de fevereiro de 2015

O Grito

Pedro Américo - O Grito do Ipiranga
Um tranquilo riacho suburbano,
Uma choupana em baixo de um coqueiro,
Uma junta de bois e um carreteiro:
Eis o pano de fundo e, contra o pano,

Figurantes - cavalos, cavaleiros,
Ressaltando o motivo soberano,
A quem foi reservado o maio plano
Onde avulta, solene e sobranceiro.

Complete-se a pintura mentalmente
Com o grito famoso, postergando
Qualquer simbologia irreverente.

Nem se indague do artista, casto obreiro
Fiel ao mecenato e ao seu comando,
Quem o povo, se os bois, se o carreteiro.

José Paulo Paes (1926-1998)

Um comentário:

tangerynus disse...

Num certo dia que estava garoando, eu e o mano Rubens almoçamos embaixo da ponte do Rio Ypiranga.