14 de fevereiro de 2015

Mediadora do Vento

Raoul Dufy
Ligeira sobre o dia
ao som dos jogos,
desliza com o vento
num encantado gozo.
Pelas praias do ar
difunde-se em prodígios.
Tudo é acaso leve,
tudo é prodígio simples.
Pequena e magnífica
no seu amor volante
propaga sem destino
surpresas e carícias.
Pátria, só a do vento
de tão sutil e viva.
Azul, sempre azul
em completa alegria.

António Ramos Rosa (1924-2013)

Nenhum comentário: