14 de fevereiro de 2015

Casais da Mitologia Grega

Zeus e Hera
Frans Christoph
Quando não estava ocupado lançando raios do topo do Monte Olimpo, Zeus sofreu com um casamento tão infeliz, que só terminou quando ele literalmente engoliu sua primeira esposa, uma Titan fêmea nomeada Metis. Zeus queria desesperadamente se casar com Hera, que, como a irmã de Zeus, não era entusiasmado com a ideia. Depois de 300 anos de seus resíduos, Zeus preparou um plano no qual ele criou uma tempestade e se transformou em um cuco encharcado. Voando na janela de Hera, a deusa pena do pássaro patético e apertou perto de seu peito. Zeus aproveitou o momento de intimidade e voltou-se para dentro de si e se abateu sobre ela até que ela concordou em se casar com ele. Seu casamento foi um grande evento que contou com a presença de todos os outros deuses, mas seu segundo casamento também foi infeliz porque Zeus tinha um olho itinerante e passou a se casar com outras mulheres, alguns fatais. Por causa da competência de Zeus para lançar raios, Hera não seriam punidos diretamente Zeus, para que ele, em vez procurou vingar-se do marido outras esposas.
Paris e Helena
Jacques-Louis David
Helena era filha de Zeus. Quando tinha onze anos foi raptada pelo herói Teseu. Porém seus irmãos Castor e Pólux a levaram de volta a Esparta.
Páris era filho mais novo dos reis de Tróia. Assim que Páris nasceu foi mandado para Ida, onde foi criado por pastores, que o chamavam de Alexandre, pois sua mãe na gravidez sonhou que estava parindo uma tocha que colocaria fogo em Tróia. Depois de algum tempo, Páris voltou à Troia, revelando sua verdadeira identidade.
Numa viagem a Esparta, Páris encontra a princesa Helena, que está casada com Menelau.
Helena deixou-se atrair, e também acabou se apaixonando por Páris, sendo seduzida por ele, que já estava caído de amores por tal beleza.
Forçada a tomar uma decisão, Helena resolveu deixar Menelau e fugir com Páris, durante a noite, levando consigo todos os seus tesouros. Os amantes dirigiram-se para Tróia, onde foram recebidos por toda a casa real. Pouco tempo depois chegaram a Tróia os embaixadores da Grécia, para reclamar a fugitiva. Esses embaixadores eram Ulisses e Menelau, e nenhuma tentativa de negociação deu certo, resultando desse impasse a Guerra de Tróia.
Durante a Guerra Páris foi atingido por uma flecha envenenada e pediu ajuda a única pessoa que poderia curá-lo: Enone, a ninfa que ele abandonara por Helena. Esta, ainda sofrendo com a atitude de Páris, recusou-se a auxiliá-lo, e quando mudou de ideia, por ainda amar Páris, já era tarde. Páris já havia morrido em consequência do ferimento.
Morto Páris, Helena ficou sozinha, e, mais tarde encontrou-se com Menelau que como primeiro impulso teve vontade de matá-la. No entanto, novamente não conseguiu resistir a beleza de Helena, e tornou a se apaixonar por ela, perdoando-a. Juntos voltaram para Esparta, onde viveram até o final dos dias de Menelau.
Helena, no entanto, jamais deixou de amar Páris.
Hades e Persephone
Paris Bordon
Hades (Plutão), ao lado dos irmãos Zeus (Júpiter) e Poseidon (Netuno), travaram uma longa guerra de dez anos contra o pai Cronos (Saturno) e os Titãs. Após a vitória dos três irmãos, uma nova ordem e poder estabeleceu-se sobre o mundo e os deuses, na partilha dessa nova ordem, coube a Zeus o reino do céu e da terra, a Poseidon o mar, e a Hades as profundezas da terra, conhecidas por Érebo, Infernos ou Hades. Se Zeus reina do Olimpo, ao lado de mais 11 deuses, Hades é o senhor absoluto do reino dos mortos, o décimo terceiro deus.
Hades tem como súditos os mortos, mas o seu domínio é a extensão final de todos os vivos, daí ser respeitado e venerado por eles. Reina taciturno nos subterrâneos, sendo auxiliado pelas criaturas infernais, que ao seu lado, mantêm a ordem e as sentenças nos reinos das trevas. Hades traz um capacete mágico, feito pelos Ciclopes, que o torna invisível diante dos deuses e dos vivos. Esta capacidade é a raiz da origem do seu nome, Hades em grego significa invisível.
Dante Gabriel Rossetti
O mito de Hades não gerou muitas lendas diretas, mas às criaturas adjacentes ao seu mundo. A lenda mais conhecida é a do seu amor por Perséfone (Prosérpina), movido por uma violenta e arrebatadora paixão que o faz raptar a jovem e levá-la da Terra para o subterrâneo do seu reino. No Érebo, o deus dos mortos faz de Perséfone a sua esposa, dividindo com ela o trono. A lenda do rapto de Perséfone, uma das mais belas da mitologia, retrata a origem da primavera sobre a terra. É o amor no mundo dos mortos estendendo-se às belezas terrestres.
Orfeu e Eurídice
Lord Frederic Leighton - Orfeu e Eurídice
Orfeu era filho de umas das nove musas, Calíope com o deus olimpiano Apolo. Esse jovem foi o melhor músico que já pisou na terra, pois de seu pai, Apolo, recebera a lira. E quando tocava tal instrumento os pássaros paravam de voar, os animais selvagens perdiam o medo e tornavam-se dóceis, e deuses e mortais emocionavam-se com tal perícia e bela música.
Tão bom homem não poderia ficar sozinho por tanto tempo; ele apaixonou-se por Eurídice, uma ninfa, e os dois se casaram. Porém, a ninfa era de tal beleza que mesmo depois de casada atraiu também os olhares de um apicultor (criador de abelhas). Eurídice recusou ao homem e pôs-se a fugir dele, que a perseguia, e durante tal fuga Eurídice acabou sendo picada por uma cobra, desse jeito, vindo a óbito. As ninfas companheiras de Eurídice fizeram com que toda a criação de abelhas do homem morressem, em vingança pela morte da amiga.
Após a morte da amada, o filho do deus-sol encheu-se de amargura e tristeza; entoava melodias tão triste que os deuses choravam ao ouvi-las. E, apiedados, os deuses recomendaram ao deus que fosse ao Hades e tentasse convencer o Rei dos Mortos a devolvê-la.
E assim foi feito. Orfeu desceu ao Mundo Inferior, tocou sua maravilhosa Lira e convenceu Caronte a levá-lo pelo Estige, adormeceu Cérbero – o cão de três cabeças, guarda do Submundo – amansou monstros que interpunham-se em seu caminho e por fim chegou à sala do trono de Hades. Tocando sua música fez com que o deus chorasse lágrimas de ferro; o Senhor dos Mortos, então, disse que Orfeu poderia levar a amada, com a condição de que ele não olharia para trás até que ambos atingissem a superfície.
Orfeu foi conduzindo a amada pelo percurso, tocando a Lira para conduzi-la; melodias lindíssimas de felicidade. Porém, no meio do caminho, Eurídice caiu e disse:
- Orfeu!
O homem virou-se para olhá-la e viu um fiapo de fumaça esvaindo-se e a última lamúria de amor da mulher.
Após esse episódio, Orfeu recusou-se a tomar qualquer outra mulher por esposa. Começou a oferecer conselhos aos que precisavam, a fim de que eles não sofressem como ele próprio havia sofrido.
Porém, um dia, um grupo de mulheres rechaçadas por Orfeu resolveram organizar-se para matá-lo. E assim foi feito, elas caíram sobre o deus frenéticas, atirando dardos. Os dardos não adiantavam, pois Orfeu tocava sua lira e os mesmos caiam por terra. Contudo, as Mênades (mulheres que mataram Orfeu) abafaram a música dele com gritos e conseguiram atingi-lo e matá-lo. Elas o esquartejaram e atiraram a cabeça dele no Rio Hebro. Todavia, enquanto flutuava a cabeça ainda clamava:
- Eurídice! Eurídice!
As Musas, apiedadas do fato, reuniram o corpo de Orfeu e enterraram-no no Monte Olimpo. Quanto às Mênades, foram punidas pelos deuses: Assim que saíram do rio, seus pés começaram a tornarem-se parte da terra, e quanto mais elas tentavam tirá-los, mais eles se enroscavam… Até que, elas tornaram-se árvores. E ficaram sendo açoitadas pelos ventos, furiosos pela morte de Orfeu.
No fim, Orfeu uniu-se à sua amada novamente, nos Campos Elíseos. E as Mênades, dado o tempo de morte de uma árvore os galhos delas caíram secos e sem vida ao chão.
Conta-se que após a morte de Orfeu, os pássaros cantaram mais felizes, pois o músico estava feliz outra vez com a sua amada.

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