12 de janeiro de 2015

História da Sexualidade

Agostino Brunias
“... as mulheres brancas, ao contrário de viverem enclausuradas, requisitavam o divórcio, exerciam atividades comerciais e até mesmo rompiam com o discurso oficial do saber e da religião, como era o caso das feiticeiras e hereges...”
(VAINFAS, Ronaldo. História e Sexualidade no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1986).

A ideia do marido dominador e das mulheres submissas aparece nos registros históricos e nos romances ambientalistas no período colonial.
Muitas mulheres foram enclausuradas por seus maridos e pais, em contrapartidas, várias reagiram às violências que sofriam. Pelos relatos da época percebe-se que, de um lado, parte da população feminina livre esteve sob o poder dos homens enquanto outra parte rompeu uniões indesejáveis e tornou-se senhora do próprio destino.
A pratica considerada “mágica”, que chegavam a causar temor entre os homens, foram uma das maneiras pelas quais as mulheres enfrentaram as contrariedades do cotidiano, numa época em que o conhecimento cientifico era o privilegio de poucos, acreditava-se que as “feiticeiras” tinha o dom da “cura” ou o poder sobre o amor e a fertilidade masculina e feminina através de poções “mágicas”.

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