29 de dezembro de 2014

Gaivotas

Susan Stallman
Não sei onde as gaivotas fazem ninho,
onde encontram a paz.
Sou como elas,
em perpétuo voo.
Raso a vida
como elas rasam a água
em busca de alimento.
E amo, talvez como elas, o sossego,
o grande sossego marinho,
mas o meu destino é viver
faiscando na tempestade.

Vincenzo Cardarelli (1887-1959)
Tradução: Albano Martins

Um comentário:

manoel messias Pereira disse...

As poesias são como oráculos, consultamos o coração em cada leitura e
elas sugerem as amplas possibilidades de vitorias, as formas instintivas de olhar a vida, e faz uma vigilância permanente das nossas emoções. Achei lindo o seu blog, e confesso que apaixonei por esse espaço de informações.