23 de novembro de 2014

Crítica da Razão Impura

Nikolay Bogdanov-Belsky
Impura razão a que sustenta os medos
e os torna enleantes e perversos
a invadirem o redil do sono
com as suas sombras bicéfalas

impura razão a que usa o verso regular
para fingir-se operosa e criadora,
a que usa uma cortina negra
para dissimular-se e tomar-se de enganos

impura razão a que se perfuma
de crisântemo ou de jasmim
e se eterniza num livro ou numa lua
e mata de assombro os caminhantes.

José Jorge Letria

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