5 de setembro de 2014

Cortázar

Marc Chagall
“Que vaidade imaginar que posso lhe dar tudo, o amor e a felicidade, itinerários, música, joguinhos. A verdade é assim: meu tudo eu te dou, é verdade, mas tudo que eu tenho não é suficiente como para mim não é suficiente que me de tudo seu. Por isso nunca seremos o casal perfeito, o cartão postal, se não formos capazes de aceitar que apenas na aritmética o dois nasce de um mais um. Por aí um papelzinho que só diz: Você sempre foi meu espelho, que dizer que para me ver tinha que olhar-te”.
Júlio Cortázar (1914-1984)

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