25 de julho de 2014

Adolescência

Tela Mónica Fernández
Era uma alameda branca,
atapetada de papel de seda.
Não tinha sombras,
cantos escuros, não tinha muros.
Permanecia.
Até que um dia,
um anjo descuidado
deixou pingar-lhe
uma gota de carmim.
Calou-se o branco
que fora imaculado,
numa aquiescência casta e comovida.
Recolheu-se manso.
... e foi assim que começou a vida.

Flora Figueiredo

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