2 de abril de 2014

Canonização de Anchieta

José de Anchieta - Foto Alfredo Cherubino
No dia 2 de abril, por decreto, o Padre José de Anchieta – fundador da cidade de São Paulo - será declarado santo pelo Papa Francisco. Após a canonização, em vez da missa solene na Praça de São Pedro, em Roma, o papa Francisco celebrará, no dia 24, missa em ação de graças em uma igreja romana jesuíta. Tornado beato em 1980 pelo papa João Paulo II, o religioso catequista não precisou da comprovação de um milagre, dispensado pelo atual pontífice, que foi noviço na Companhia de Jesus, para virar santo. A canonização terá uma série de festejos pelo Brasil, onde o padre Anchieta realizou trabalhos de evangelização em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco e Bahia e intercedeu a favor de índios, segundo a Igreja.
José de Anchieta nasceu em 1534, em Tenerife, na Ilhas Canárias (Espanha). Partiu para o Brasil em 1553, após entrar na Companhia de Jesus, e desembarcou em Salvador. Após um período de adaptação, acompanhou o padre Manoel da Nóbrega na chamada missão Piratininga, que deu origem à cidade de São Paulo. Em 1563, ficou seis meses refém de índios tamoios durante a negociação de paz entre os índios e portugueses na colônia de São Vicente.
Considerado um dos primeiros antropólogos e naturalistas do Brasil, por conta de seus inúmeros escritos, o Padre Anchieta percorreu em missões São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia, antes de morrer, em 1597, aos 63 anos, em Reritiba, no Espírito Santo, atual município de Anchieta. Além do jesuíta espanhol, o papa Francisco canonizará também outros dois missionários no mesmo dia 2; dom Francisco de Laval e a beata Maria da Encarnação, que realizaram trabalhos de evangelização no Canadá.
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