3 de março de 2014

Memórias do Subsolo

Maurice Denis
“Acontece que tenho um terrível amor-próprio.
Sou tão desconfiado e suscetível quanto um corcunda ou um anão, mas, realmente, há ocasiões em que, se me derem uma bofetada, isso talvez me rejubile.
Falo a sério; eu provavelmente descobriria aí um tipo especial de prazer - evidentemente, o prazer do desespero, pois é o desespero que encerra os mais intensos prazeres, particularmente quando se tem uma aguda consciência da própria situação”.
Fiódor Dostoiévski (1821-1881)
In: Memórias do Subsolo

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