21 de janeiro de 2014

Nunca o medo da vida foi tão intenso...

Dorina Costras
Os homens afastam-se dos livros, o que quer dizer dos escritores, dos "intelectuais". É bom sinal - desde que substituam os livros pela vida! Mas será isto que se passa? Nunca o medo da vida foi tão intenso. O medo da vida substitui o medo da morte. Vida e morte passaram a significar o mesmo. No entanto, nunca a vida encerrou tantas promessas como agora. Nunca na história do homem a questão foi tão clara - a opção entre a criação e o aniquilamento. Sim, deitem fora os vossos livros! Especialmente se eles encobrem a questão em causa. Nunca a própria vida foi mais um livro aberto do que no momento presente. Mas seremos nós capazes de ler o Livro da Vida?
Henry Miller (1891-1980)

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