21 de janeiro de 2014

Beira-mar

Sylvio Pinto
O mar com seu motor que nunca para
o vento em seus humores vagadios
ou a te dar refresco ou arrepios
e a máscara de sal na tua cara

O pernilongo que sempre declara
guerra ao teu sono, e o interminável cio
duma coruja a repetir seu pio
para o luar que a nuvem desaclara

Então aquieta a música do brejo
enquanto as pererecas pensam se
será complô dos grilos e morcegos

E antes que a sinfonia recomece
dá para ouvir que a saparia tem
tão pouco assunto para tanta conversa.

Domingos Pellegrini

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